quarta-feira, 6 de março de 2013

#RIPChorão

A morte calou quem, em vida, foi poeta.

É claro que toda morte é triste, todos os dias morrem pessoas anônimas e nós nem ligamos, não ficamos de #luto. A morte é sempre triste, é sempre um acidente, nunca poderemos prever, mas é o fim da vida, é o destino, é o normal, quem poderá fugir?

“Dias de luta, dias de glória”, talvez seja a música mais ouvida da banda:

Chorão não era perfeito. Agora Charlie Brown Jr. – continuando ou não – venderá como nunca. Parece que quando as pessoas morrem viram santas, acho que isso é um sentimento de pena que sentimos e, no fundo, queremos ser o alvo desse sentimento em breve. Morreu o poeta, o músico, o imperfeito. Quem gostava sentirá falta da arte. Quem não conhecia passará a conhecer. Para alguns se tornará imortal, para outros, por morrer, deixar de ser ícone, pois provou – logicamente – que não é imortal, como todos.

Como morreu? Sabe que pouco importa? Porque morte é morte, seja como for. O relógio bateu e ele se foi. Fica a arte, e – espero - que o respeito também  – no mínimo. Torço para que a coragem que ele cantava continue ecoando na geração que ele tanto influenciou. Mais um pouquinho da arte do Chorão aê:

#RIPChorão

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