segunda-feira, 18 de março de 2013

O 1º Francisco!

É difícil imaginar o que um senhor quase octogenário pode influenciar no mundo cada vez mais dominados pelos milionários antes dos 30. É claro que estamos falando de um instituição religiosa que é mais velha que os dois últimos papas e os milionários antes dos 30 juntos. A Igreja Católica já dominou o mundo e se hoje não é assim, pelo menos, ela goza de boa influência e adeptos.

Eu ouvi muitas pessoas falando: “Mas o que isso muda na minha vida?”. É, na prática mesmo, nada. Não teremos aumento das vagas de trabalho no leste europeu, ânimos mais leves na Ásia, alimentos mais baratos, menos desigualdade na África ou qualquer prisão de um mensaleiro. Mas a teoria pode ser diferente.

Francisco não é mais um padre qualquer. É um intelectual, professor e – acima de tudo – um homem simples, o que também pode explicar a extrema originalidade do nome escolhido, assim como a responsabilidade que isso carrega. A Igreja católica é mais que dogmas, é um povo, povo maior que qualquer país. É uma massa espetacular. O líder dessa multidão tem sim o seu papel social no mundo.

A migração de católicos para outras instituições ou até para o ateísmo tem se somado aos escândalos e falta de um líder que possa tomar medidas para evitar essa debandada. Bento teve sua importância. Teve azar. O seu antecessor teve legado marcante, foi incrivelmente popular. Talvez Francisco tenha aprendido que é mais benéfico se aproximar de João Paulo do que de Bento. Mais que isso, levantar um gigante não é fácil, ainda mais se ele falar latim.

O Vaticano é o menor país de mundo, tanto em tamanho, quanto em pessoas. É uma praça. Tem bom patrimônio e influência. Apesar de termos o cenário onde as raízes religiosas tem sido deixadas para trás, as decisões lá tomadas tem grande importância. Não devemos esquecer que a intolerância entre pessoas e com uma religião específica gerou o maior desastre e massacre já registrado, não queremos bis! O catolicismo tem papel fundamental no diálogo com outros dogmas.

Papa João Paulo II (direita) cumprimenta Ratzinger (esquerda) sob os olhares de Bergoglio (centro) (www.eccechirstianus.wordpress.com/Reprodução)É claro, e está mais que provado que a Igreja não vai abrir para questões como homossexualismo, aborto, camisinha e celibato, por exemplo. São questões atuais, mas a Igreja não é. Ela fala latim quando seus fiéis mal sabem o próprio dialeto nativo. E essa falta de comunicação se dá também com a atualidade. Todos os dias pessoas morrem em abortos clandestinos ou pela AIDS. Mais que isso, os casos de pedofilia estão vindo à tona e, bem debaixo do nariz do Vaticano, casos de homossexualismo na própria Igreja, tem abalado as estruturas. Mais atenção ao olfato, Chicão!

E até agora não falamos da nacionalidade do papa, não é? Talvez nem precise. O que importa? As ações são mais importante que qualquer estereótipo. Se fosse brasileiro nós também deveríamos desejar a sorte. Independentemente do credo que temos, devemos ter, como já citado, a tolerância. Se não conseguimos aceitar o próximo, é porque, no fundo, não estamos muito de bem conosco. Sorte ao papa, vida longa, que ele realmente seja guiado por Deus. Não será fácil, mas ninguém disse que seria, nem mesmo o profeta maior, que também ofereceu ajuda: “eis que estarei com vocês até a consumação dos séculos”, que assim seja, amém!

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