Trabalho entregue na disciplina Entrevista.
Ele falou sobre a vida como técnico, aluno, filho, profissional e pessoa.
O primeiro exercício prático de entrevista coletiva dos alunos do 3º semestre de Jornalismo do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), aconteceu na noite da última quinta-feira (14), na sala K19, popularmente conhecida como 'redação', durante a aula de Reportagem e Entrevista da professora Roberta Steganha.
No centro das atenções e em meio a gravadores, celulares e bloquinhos com intermináveis folhas estava uma das figuras mais populares da equipe técnica da Faculdade de Comunicação, Artes e Design (FCAD), que teve descoberta uma história de vida muito interessante.
Se alguém perguntar por Roberson Almeida, talvez ninguém conheça ou lembre, o apelido dele é 'Có': "Meu apelido era 'Ró', meu irmão menor não conseguia falar e me chamava de 'Có', acabou ficando e hoje eu assino assim pelo meu irmão", explicou. Sobre a família, ele revelou que conheceu o pai aos 12 anos, o que, segundo ele ajudou na sua formação como pessoa: "O que eu aprendi na vida fez eu me tornar homem o suficiente. Eu aprendi a correr atrás dos meus sonhos. A gente só dá valor quando passa a cara no asfalto", teorizou aos 27 anos. "A vida cobra de todas as formas e se eu não me der valor e não aprender hoje, amanhã quem vai me cobrar é o meu salário".
A vida de colaborador na parte técnica e a graduação também foram temas: "Aprendi muito mais na prática do que na teoria", afirmou Roberson, formado em Fotografia no ano passado. "A vantagem em ser técnico é que eu tenho contato direto com os professores e vou aprendendo mais", explica. "Alguns professores me viam aqui de manhã [horário de aula] e me tratavam como técnico. E como não gosto de ser deseducado com os outros e acabava ajudando".
Antes da Fotografia, Roberson já atuava na área de administração, onde se formou por vontade da família. Perguntado sobre algum arrependimento de ter feito o curso anterior, ele negou ter perdido tempo: "Todos os empregos que eu consegui até chegar aqui foram através da administração", revela.
Roberson ainda falou sobre a relação entre a arte - área de atuação que ele escolheu - e a internet. Segundo o fotógrafo, a internet piorou a vida das pessoas em 100%: "Sabe porquê? Porque hoje nós temos o mundo nas nossas mãos, mas não temos a terra pra pegar, o ar pra respirar", opina. "Eu consigo muitos dos meus trabalhos pela internet, mas também passo muito tempo preso nela sem conhecer o mundo".
Roberson está deixando os trabalhos técnicos na FCAD para 'conseguir ser alguém na vida', além de um empreendimento próprio, o fotógrafo sonha em conhecer o mundo: "Estou guardando dinheiro, o meu sonho é conhecer Londres", nos vemos por lá então Có.
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