Prendam o ‘deus’ do Feliciano. É um assassino, facínora, bandido da pior espécie, sanguinário. Eu sou ateu do ‘deus’ do Feliciano. Não é esse que eu conheço, creio, tento viver por Ele. Chamem a polícia, o exército, o Joaquim Barbosa (ele não é um novo herói nacional?), seja como for, não deixem assim. Onde já se viu? Além de tudo, esse ‘deus’ do Feliciano tem péssimo gosto musical. Deveria matar os cantores ruins, John Lennon fez parte de um grupo que revolucionou a história da música em âmbito mundial. E quando ele fala dos Mamonas Assassinas, é um movimento parecido, só que no Brasil. Não viu ainda?
O vídeo não é recente. As loucuras ‘felicianas’ já tem longa data e não vejo elas terminarem tão cedo. Agora, além de pastor, ele é deputado pelo Partido Social Cristão. Eu entendo como cristão a pessoa que tenha determinado cunho social, portanto o significado do PSC soa, para mim, como pleonasmo. Se bem que em época de ‘crentes não praticantes’, podemos esperar de tudo, até nazicrentes, porque não?
Sabe o que parece? Que Deus ama mais os crentes, mais as igrejas, mais os pastores. Parece que ele tem filhos preferidos, que os abençoa com muito dinheiro, prestígio e junto vem muita soberba, né? Não, esse ‘deus’ eu rejeito, aliás, desconheço. Estamos na era da macumba gospel. Não será difícil que um crentelho qualquer me deseje: ‘que a mão de deus pese sobre você’ após ler tudo isso. Parece contraditório um ‘deus’ de amor ser tão vingativo, na verdade as pessoas falam de si próprias e atribuem a Deus, que nada tem com isso. As pessoas trocam galinhas, velas e cachaça por camisetas com frases afirmativas e ídolos ‘góspi’, cuspindo pra cima e sem poder falar dos católicos que adoram imagens (pelo menos as imagens não tem twitter para falar besteiras).
Veja só se o meu Deus e o do Feliciano coincidem: “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” - I Timóteo 2:3-4. Apesar de pastor, Feliciano, e muito outros, parecem não conhecer a Bíblia e muito mais que isso, pratica-la. Parecem ignorar e colocar a palavra aos seu serviço e bem-estar. Deus não me ama mais que amou John Lennon, os Mamonas Assassinas, Hittler, Mussolini, Suzane Richthofen, o maníaco do parque, Fernandinho Beira Mar, Fidel Castro, você, seja quem for. Ele ama TODOS POR IGUAL, mesmo que não acredite nEle, Ele te amará, percebe?
Além disso, Lennon se retratou depois. Ele disse que ‘os Beatles eram mais conhecidos do que Jesus Cristo’. Mentira? Claro que não. Pesquisas indicavam isso. Não acho que Deus, sim, o Deus de verdade, tenha se ofendido com isso, até porque esses dados não mudam em nada o seu Poder. No Brasil, Silvio Santos é mais popular que Jesus Cristo. Você sabia? Então, porque ‘deus’ ainda não matou o homem do baú? Esse ‘deus’ do Feliciano deveria demiti-lo e contratar o marqueteiro da Dilma para aumentar a popularidade, o que vocês acham?
E que negócio é esse de um tiro em nome do pai, outro em nome do filho e o terceiro em nome do espírito santo? Que asneira. Que nojo que dá em ouvir isso. Ignorância total. Então Deus (o cara do amor) pega uma pessoa e leva a matar outra? Nós não temos responsabilidades sobre os nossos atos? Somos marionetes do assassino o qual Feliciano chama de ‘deus’? Soltem Mark Chapman e prendam o ‘deus’ do Feliciano, levem ele junto também. Aliás, foram cinco tiros e não três. Os outros dois tiros foram em nome de quem Feliciano? Um fica a cargo de Belzebú e o outro Buda, né? Ou talvez dois em nome de Mamom, bem conhecido do pastor/deputado.
Deus não matou John Lennon, nem os Mamonas. Se fosse assim ele também seria responsável por todas as mortes trágicas, estaríamos falando de outra coisa e não de um Deus de amor. É só na bíblia do Feliciano, no capítulo 6, verso 66 do livro do profeta Mamom: “Ninguém zomba de ‘deus’ e sobrevive para contar a história”. As pessoas morrem e Deus não tem nada a ver com isso, são ações, reações, problemas que nós criamos. Em Atos 10:34 está escrito: “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas”. Não faz e nunca fará. Se fosse como esse (in)Feliciano anda dizendo, coitado dele mesmo, ou de mim, de nós, temos feito tudo tão errado.
Na verdade essa nova geração de evangelicalismo radical e fundamentalista que temos vivido no Brasil em nada se difere dos xiitas, guardadas as óbvias proporções. Vejamos pelo lado bom, aqui no Brasil, os caras não saem explodindo tudo por aê. Por outro lado, com os xiitas mortos acabou o tormento, enquanto isso, nesse fundamentalismo brasileiro o tormento segue, o que eles não tem de armamento, tem de chatice. Matam mais que qualquer homem-bomba, matam a alma com a língua e o veneno que proferem. Sabe o que falta pra gente? (povo cristão) Conhecer Deus de verdade, aí não teríamos tanta barbárie em nome de Deus, ops, ‘deus’.
O Deus que Feliciano prega é o ‘deus’ ódio, rancor, macumbeiro, muambeiro de quinta categoria, não aquele da bíblia, não o meu. Na verdade é o ‘deus’ homem, o que toma atitudes e não sabe assumir. Pior que alguém mal caráter é um covarde. Deus não precisa de advogado, aliás, nunca precisou. Ele é, foi e sempre será e não precisa de mauricinhos engravatados ‘hómis du sinhô’, me poupem. Perdoe-nos, Senhor, nós não sabemos o que estamos fazendo, falando, perdoe-nos assim como o Seu Filho pediu um dia e por isso estamos aqui, Senhor, perdoe-nos.
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