“Eu quero ser jogador de futebol – disse o garoto – Quero jogar na Europa, ter muito dinheiro e aparecer na televisão” – completa o clichê quase que uma reza para uma boa parte das crianças no Brasil. Multiplicam-se as escolinhas (aaÊe) de futebol (aah.. :@) por todos os lados. Os olhos atentos buscam por novos craques, que consigam - mais que bom futebol - uma boa imagem comercial – é o que importa! – para alavancar o esporte (entenda esporte por luuuuucro, muiito lucroo).
A maioria dos meninos não consegue e só se frustra. Alguns deles se frustra tanto que até desiste de tentar alguma carreira em outra área e fica por meio operário, afinal o dinheiro precisa aparecer, porque as contas não cessam. Esporte é salvador em alguns casos, mas é duro, é frio, é calculista. Se você venceu você é bom, se não, que se exploda se você tentou, treinou, trabalhou e quis, você é um fracassado! No Brasil é uma realidade ouvir e sentir isso.
Assistir – por menos que seja – os Jogos Olímpicos sempre gera certa revolta. Não me entra na cabeça que Uzbequistão tenha maior potência esportiva do que o nosso continen… ops país. É quase um continente. Somos maiores – em território – do que muitas potências europeias – em educação, saúde e cultura – e simplesmente não conseguimos números mais expressivos? É vergonhoso!
Eu não quero o Brasil como potência olímpica, mas acredito que seja importante para o desenvolvimento social e cultural, que haja o mínimo de trato com os esportes. Que nasçam campeões olímpicos em solo brasileiro. Vamos pegar o exemplo dos Estados Unidos! Que potência! Não falo em nível econômico – e nem poderia. Não falo no nível social e ético – muito menos. E nem cito o patriotismo – entenda-se egocentrismo. Eu falo em esportes. Não posso falar da China, pois o regime de lá praticamente obriga os atletas, paga-os desde criança. Pelos lados do oriente uma medalha vale muito mais que o ponto da ética e bom senso. 
O EUA se aproxima de nós no sentido de democracia – na teoria. Então por que não comparar? Talento é talento. Temos clássicos grandiosos no vôlei tanto de quadra quanto de praia e tanto masculino quanto feminino, futebol feminino. E os outros esportes? Natação, basquete, tênis, ginástica? Não dá pra competir? Temos algum tipo de incentivo de empresas privadas e o mínimo do governo federal. Ah… mas pelo menos temos uma atenção maior a educação não é? Ops, ops …. FAIL. Não, isso NÃO ACONTECE, NUNCA ACONTECEU no Brasil. Educação é diversão, educação é malandragem. Pagaremos muito bem a profissionais que vem de fora – na Copa e nos Jogos Olímpicos de 2016 – mas não conseguimos. – não queremos – pessoas qualificadas daqui, que sejam nossas, que fiquem por aqui.
E assim segue a vida. Continuamos sem medalhas e sem livros. Por falta de incentivo e seriedade no esporte, também repetimos – ignorantemente – esse descaso com as nossas crianças. Bom mesmo seria se pudéssemos virar jogador de futebol!
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