Originalmente publicado no Foca
A excessiva mudança de partido pelos políticos brasileiros tem uma ligação com
a brincadeira infantil dança das cadeiras: a velocidade com que acontecem as trocas.
O humor existe apenas para aqueles que se reelegem. Seria engraçado, se não
acontecesse com as lideranças que tomam as principais decisões para o interesse da
população, como deputados, por exemplo.
Partidos crescem pelos nomes que estão ligados à legenda – diferentemente do que
acontecia, principalmente, nos tempos obscuros da ditadura militar, onde haviam
ideologias que eram seguidas de forma rígida, no caso, a militar. Uma pesquisa feita em 70 cidades revelou que dois em cada três brasileiros não se lembra do nome do
candidato que votou na última eleição. Aspecto que pode ter influência, ou justificativa, no descaso de alguns líderes com os eleitores. "A partir do momento em que os eleitores não se preocupam em fiscalizar a vida dos políticos e suas ações partidárias, eles dão aos eleitos o direito ou, pelo menos, a condição para
fazerem o que bem entenderem”, explica Jaqueline Rosa, estudante do 5º semestre de
Jornalismo e filiada ao Partido da Mobilização Nacional (PMN). “Eles passam a agir mais de acordo com seus próprios interesses do que pelo bem comum", completa a universitária.