quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O poder da mídia e a síndrome de Anitta

Que eu me lembre esse nome era o título de uma minissérie de muito sucesso há uns dez anos atrás na TV Globo. Voltou. E voltou com tudo. Anitta, para quem ainda não sabe (felizes são), é uma cantora de funk/pop sendo multi promovida, principalmente, por ser um dos pupilos da gravadora da mesma Rede Globo, a Som Livre. O hit que fez a funkeira estourar foi o “prepara”, entoado aos quatro cantos pelo pessoal massa de manobra. Do outro lado dos gêneros e na mesma situação está o “chocolateiro” Naldo. Outro funkeiro pop que está passando pela mesma fase de superestimo.

Todas as páginas de notícias de famosos, todos os sites, revistas, jornais. Nas redes sociais, nas playlists, em todo o lugar, todo dia, toda semana, está insuportável, Anitta e Naldo estão lá. Não é preconceito contra o ritmo. Longe disso. Mas ver uma notícia sobre o almoço de Anitta ou sobre qual tipo de papel será usado no convite de casamento do Naldo, para mim, não é mais importante do que muita coisa no país.

sábado, 27 de julho de 2013

Nasceram os meninos

Nasceram os meninos. Todos os dias nascem meninos (e meninas também). Nasceram após um longo período de gravidez. Planejamento de nome. Roupas. Alegria na família. Todo o ritual que se inicia quando uma mulher descobre a gravidez. Na Inglaterra, num hospital de luxo, com os melhores médicos, equipamentos, com toda a aparelhagem necessária para todas as situações que podem advir no pós parto, nasceu George. Na Bahia, um garotinho sem nome, sem leito, sem proteção, e – principalmente – sem amor, é encontrado numa caixa de sapatos. Nasceu Francisco.

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