segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ah, o amor…

Ah, o amor… Os livros que não o tem como conteúdo vendem menos. As novelas estão empanturradas com músicas que o tem como tema. As revistas, os jornais, histórias em quadrinhos, imagens nas redes sociais giram em torno disso, desse sentimento, das histórias, dos mistérios e do ar que paira quando se diz: o amor.

Romeu e Julieta são o topo de uma longa lista. Mas quer saber? O amor ‘midiático’ só serve na teoria. É isso mesmo. O amor “de novela”, aquele dos “livros”, que tem um príncipe encantado, uma linda e indecisa princesa e onde ambos tem uma série de problemas para, no fim, tudo dar certo.

Mas…

Não, eu não acredito. É isso mesmo. O amor engomadinho de festas, momentos felizes e com tudo dando certo não é amor, é bem-estar. Quem precisa de amigos para encher festas? Elas sempre estarão cheias, mas nem sempre de pessoas cheias. Muitas festas estão cheias de pessoas vazias. A companhia para a alegria não é companhia. A gente precisa de pessoas que fiquem pra velório, pra dias de chuva, para a tristeza, para as horas que ninguém mais fique.

Seus amigos podem gostar do você, mas eles não tem conhecem por completo. Sua mãe te vê todo dia. Pelo menos pelos primeiros 20 anos de vida. Te vê doente, em dias bons, ruins, com humor de todas as formas e, se ainda te ama (como ama), isso é verdadeiro, isso é válido.

E o amor de Deus? Ah, o amor de Deus. Ele nos conhece. Eu diria que até mais do que nós mesmos. Ele me conhece em todas as minhas mazelas, em todos os meus medos, defeitos e podridões. Mesmo assim, continua me dando chances. Todos os dias. Uma atrás da outra. Só pode ser amor. Você pode achar que me conhece. Mas me vê com as capas, com as máscaras, com o tipo que todos gostaram ou aceitam. Na verdade estamos cercados de inverdades e buscamos sempre a aceitação. O problema é que a aceitação é passageira (até caírem as máscaras), já o amor permanece. Bem como o amor de Deus, que está e sempre ficará, querendo você ou não.

Então, antes de falar o próximo “eu ate amo”, pense bem a respeito. Estamos fadados e pré-programados para injustiçar o próximo. Sua mãe merece um “eu te amo”. Seu cachorro também. Amor é mais do que os filmes mostram. É além. É no dia a dia. É quem fica. É quem espera. É quem aceita. É quem entende. Só faz isso quem ama. Ame.

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