Hoje se apagava a vigésima velinha do Impeatchment de Collor. Não, eu nem existia nessa época! Quer dizer, estava as portas, minha mãe estava no sétimo mês de gestação. Quando eu nasci, o presidente já era outro (Itamar Franco), mas os nervos fluíam intensamente pelos lados da cidade do Juscelino. O que falar sobre essa data marcante para o Brasil? Tem um infográfico – diga-se de passagem, muuito bem feito – no G1. Reportagens especiais em todos os sites e jornais. O que trazer de novo? Talvez nada tão diferente. O que eu quero focar mais aqui agora é o poder da influência,
Fernando Collor de Melo era a esperança da época! O Brasil saia de um regime militar e o cenário político tinha campo para atuar. Era o momento ideal de nascerem heróis, ou vilões! Vamos só alguns tempo antes. De um lado um cara de fala rouca, barba preta-azul, cabeça achatada, orelha de abano e língua presa. Do outro, um jovem promissor, de fala firme e que já tinha vasto fã clube. A imprensa é sempre massa de manobra! Pobre dos que se acham revolucionários e na verdade são só fantoches do sistema!
A elite brasileira temia – foi assim também em 2002, né Regina Duarte? – que um populista revolucionário assumisse o país naquele momento. Todos estavam temerários quanto ao que um presidente que fora metalúrgico poderia fazer. O que fazer? “Vamos pro outro lado” - pensaram. Eis aí mais um problema de posições serem mais partidárias que realmente as melhores para o país. Atitudes assim só nos levam pra mais longe ainda da consciência e cidadania.
Lá foram as elites e a imprensa atacar Lula! Nada tão difícil. Não acho que a imagem folclórica do presidente – politicamente mudada 10 anos depois eleito – fosse tão bem aceita pelo povo, obstáculo para a eleição dele era o próprio jeito de ser. Aí surgia o segundo argumento aos “anti-globo” que temos. Depois de “omitir” a ditadura – quem nunca? - a toda poderosa das TV's editava um debate de forma a beneficiar Collor. Dito, feito, pronto! Collor eleito! Ah se eles tivessem num país com eleitores confiantes, aah...
Enfim, Collor eleito! Mil maravilhas, vamos pra parte do “felizes para sempre?” … Ops ops, o que teria feito o magrelo de cabelo lambido para a revolta da Veja – que tem taaaanta credibilidade, né Lauro Jardim? - e a elite para haver tal revolta contra ele? Erro de percurso! Além do péssimo gosto no penteado, Collor estava encurralado. Que coisa, não? Os mesmos que o colocaram no poder, depois o tiraram! Quem é que manda no Brasil mesmo?
Só pra efeito de comparação. Muito veículos noticiam o mensalão como o “maior escândalo de corrupção da história do Brasil”, mas porque? Em proporção é menor que o próprio – e baixinho – PC Farias, não? O mensalão teve repercussão – atormentante – catastrófica para qualquer um! Mas Lula não caiu! Percebe? Collor foi colocado no poder – não devem ter gostado dele – e tirado pelos mesmos. Lula não! Não estou fazendo defesa de ninguém, mas é evidente a força individual – não partidária – que ele tem. A imagem Lula é mais forte que a do próprio partido dele. Há essa associação!
Collor só exemplificou uma época onde era muito mais fácil identificar quem mandava no país – não que hoje não seja. Atualmente, a potência emergente, sic, Brasil tem que fazer como na época de escravidão, atos que eternizaram clichês como “pra inglês ver” são recorrentes!
Nesse aniversário de impeatchment podemos perceber a grandeza do caminho que temos que percorrer em busca de uma política e cidadania melhores! Melhoramos pouco, a Veja ainda é considerada sucesso, a Globo perdeu um pouco de poder. Mas o povão, que se acha democrático, infelizmente ainda é fantoche dessa turma aí. Prova disso, é que o mesmo Collor – vulgo macumbeiro no Fantástico – está lá no poder, assim como o senhor – leia-se coronel – Sarney. Na verdade somos os mesmos de sempre vestidos como o “nunca antes na história”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário