São mais de 20 anos de carreira. Na verdade 23, para ser mais preciso. E não era igual é hoje, onde qualquer almofadinha tem a sua banda. Eles emergiram na época do rock inteligente, o ritmo era estilo de vida e sinônimo de intelectualidade e atitude, é muito mais que roupas pretas e feições cabisbaixas. A banda Resgate esteve no 'LouvAção 2012', evento anual organizado pela Igreja Batista da Morada do Sol, que esse ano aconteceu dia 17 de Novembro.
O novo CD já está sendo divulgado e pode ser encontrado em alguma lojas. “Este Lado para Cima” tem músicas inéditas e marca a fase ainda mais madura de letras consistentes do Resgate. Conhecidos pela opinião e pela ousadia de não ser “sem sal”, o Resgate ainda arrasa com o seu som e brilhantismo, coisa de gente grande, literalmente.
Eu conversei com os caras minutos antes de subirem ao palco. A admiração só cresceu, não só pela inteligência, humildade e uma característica bem marcante que observei ao lado deles no palco foi a alegria, a felicidade de estar tocando. Mais que música ou ministrações, eles estavam entre amigos de longa data, fazendo com prazer o que é muito divertido para eles.
Entre o 'aquecimento' e pequenos solos de preparação para a apresentação, o Bispo Zé Bruno, guitarrista, compositor e vocalista da banda respondeu minhas perguntas. No camarim estava também o guitarrista e backing Hamilton Gomes, o contrabaixista Marcelo Bassa, o baterista Jorge Bruno, irmão de Zé Bruno dentre assessores e familiares.
O Resgate é uma banda com mais de 20 anos de carreira, sem brigas, sem intrigas, sem grandes escândalos e mantendo sempre a qualidade musical, boa influência e originalidade. Tem algum segredo? Como durar tanto assim?
Bispo Zé Bruno: A gente costuma dizer que não tem assim um segredo. A gente vai tocando, tocando a vida, tocando a música. Acho que tem a ver também com amizade o mesmo propósito, o mesmo objetivo, a mesma visão também. Na palavra, comunhão, e sei lá, alegria de tocar, de fazer, de pregar, de falar de Jesus com a música, eu acho que isso nunca mudou então deu sorte.
O novo CD “Este lado para cima” foi lançado recentemente, conte-nos sobre mais esse trabalho.
Bispo Zé Bruno: Isso mesmo, o novo CD saiu há 2 meses estamos na divulgação agora. São todas as musicas inéditas e de nossa autoria. São músicas falam um pouco do momento que a gente vive hoje como igreja, das coisas que a gente tem pensado. Tem um pouco de reflexão sobre o evangelho vivido aqui hoje, que a gente tem que colocar a nossa mente os nossos olhos nas coisas que são do alto e não nas que são da terra. Tem também o fato do Dudu Borges ter saído da banda, ele era o tecladista e produtor, hoje ele seguiu uma carreira mais de produtor hoje que é a profissão dele. Então voltamos a uma sonoridade mais antiga, do início do Resgate, do rock mais antigo assim como a gente fazia antes. Dia 3 de Dezembro é o lançamento em SP, na Liberdade e a gente vai estar já estamos fazendo a divulgação.
O que falar sobre a polêmica crítica que você escreveu sobre o Troféu Promessas, que fez muito sucesso na internet?
Bispo Zé Bruno: Na verdade foi sobre o troféu promessas, não é uma crítica ao prêmio. Eu acho que o prêmio incentiva talentos, valores. Mas uma critica a maneira aonde a gente acaba não levando a sério, olhando de fora eu achei que não estava sendo sério, estava sendo uma brincadeira, promove um monte de gente na internet de uma maneira falsa. Votando cem vezes cada um. Que dizer, não é sério, você não promove o talento, você não separa categorias de compositores brasileiros compositores internacionais. É a mesma coisa, eu traduzi um livro do Jonh Pipper e eu receber um prêmio pelo livro. É só tradução, o livro não é meu. A música não é minha. Pode ter prêmio para versões. Mas me parece que essa falta de reflexão de se fazer a coisa de uma maneira um pouco banalizado, eu acho que é um demérito para nossa música. A música cristã tem 40 anos e nós não temos uma banca de críticos a música cristã, então, é essa falta de seriedade.
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