Nasceu menina pobre do interior paulista e morreu rainha. Mentiu estar doente para namorar no dia da estreia da TV no Brasil, e levou sorte porque, segundo ela, o hino “era horroroso”. A primeira dama da telinha nos deixou sábado passado, mas só de corpo, só no reino material. A loira que, na verdade era uma morena de sobrancelhas estilo Malu Mader, segundo ela mesma, estará sempre viva nos nossos corações. Sua gargalhada tirava qualquer um do sério. Seu carisma conquistava todas as classes sociais. Não havia quem não fosse alcançado pela linguagem que ela usava.
O seu sofá foi sempre recheado de grandes estrelas nacionais e internacionais. No sofá do brasileiro ela sempre sentou com muita receptividade por parte do público. Ativista política, mulher, guerreira, com alegria. O espírito jovem revela o significado do seu nome, que é 'juventude'. Já era de casa, que entrava sem bater na porta, abria a geladeira e colocava os pés no sofá!
O câncer revelou outro lado, o humano, o vulnerável, mas não ofuscou a beleza do talento da estrela que nasceu para brilhar: “Eu não sabia que era tão amada”, revelou em entrevista. A questão nem seria essa, mas que maravilha temos, não? Que grande presente de Deus poder desfrutar de tamanho talento e generosidade humana. Não morreu uma pessoa normal, uma velha qualquer, como alguns disseram. Pessoas assim não nascem sempre, é preciso saber valorizar!
Ela riu da careca causada pelo câncer. Chorou com mães. Bateu forte na política irresponsável. Deu mãos com o Teleton. Riu, riu da vida, das pessoas, de si mesma! Não há adjetivos que possam descrever tal personalidade. Poucas pessoas conseguiram a admiração de tantos fãs famosos e admirados quanto ela. Ela foi a estrela das estrelas!
Cantora, atriz, apresentadora, mãe, vó, porta-voz, guerreira, quantos adjetivos seriam necessários? Haveria algum abrangente e capaz de definir quem exatamente ela foi? Ninguém nunca ligou a sua imagem a um corpo num caixão. E nem será imagem que ficará. E sim a do riso, da alegria, do ativismo, do engajamento, do amor, da alegria, alegria, alegria que exalava!
Ela faz parte daquelas classe de pessoas especiais. Que só há uma edição especial, pessoas como: Charles Chaplin, Chico Anísio, Ronald Golias, Nair Belo, Airton Senna, Madre Teresa de Calcutá, Santos Drummond, Dercy Gonçalves, Raul Cortez dentre outros. Dos vivos: Pelé, Romário, Silvio Santos, Oscar Niemeyer, Nelson Mandela, Roberto Bolaños dentre tantos outros nomes. São tão grandiosos em talento. Pessoas que também merecem nosso respeito!
Medo de morrer? “Eu não tenho medo, tenho peninha”, disse. Sim, é uma pena. Tudo que começa tem fim, o que é bom dura pouco e o eterno se faz único no instante, momento. Não vamos esquecer o seu sorriso, sua risada, sua alegria, sua vida, seu legado, sua coragem, nunca! E como poderíamos?
O que fica? Ela não estará mais 'ao vivo'. Não falará mais de política, de direito da mulher, de doença, de alegria, de vida. Por incrível que pareça, o grande barato da vida é a morte. A certeza de todos. É claro que ninguém quer morrer! Mas talvez isso eternize ainda mais, quem é passageiro. Só os bons realmente conseguem ser eternos mesmo sendo passageiros, isso faz deles especiais, únicos, exemplos, Hebe Camargo!
#Descanse em paz, rainha!
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